Ingenuidade.
Palavra que passei a desprezar.
(Não falo de ingenuidade ligada à malícia. Falo de ingenuidade com a vida, com as pessoas.)
Até quando vale a pena ser ingênuo? Penso que até você começar a ter opinião própria. Pois após isso, pode-se confundir ingenuidade com burrice. Pois as pessoas não sabem que você não consegue enxergar, elas pensam que você não sabe que existe, mas você sabe, apenas não quer ver, ou não acha que as pessoas são ruins ao ponto de. E por ironia do destino ingenuidade atrai pessoas ruins. Mal consigo contar quantos trabalhos escolares de grupo fiz sozinha. E o engraçado é que eu achava que estava sendo valorizada por isso, talvez por isso a confusão com a burrice. Ingenuidade embaça defeitos, más intenções, lhe deixa quase cega. Faz você ser usada, e ainda faz você se sentir contente com isso. Sabe por quê? Porque é muito bom pensar que as pessoas são boazinhas. Ver o mundo colorido e coisa e tal. Que os “deveres de casa” compensam a possível decepção em ver o mundo como ele realmente é. Me diz se você não iria querer voltar aos olhos e a mente de uma criança, onde não enxerga problemas, tudo em sua volta está em se divertir. Bem, eu gostaria. E se você, pessoa ingênua, não tiver a sorte que eu tive de ter pessoas-lentes ao seu lado, é melhor começar a esculpir seus óculos.
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