segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Pensamentos infantis não desenvolvidos.

Eu tinha medo de palhaços, sedentarismo infantil e apego pela solidão.
Me julgava por pensamentos que não deveriam ter por um segundo sequer atormentado minha mente, mas tentava me convencer de que não temos controle de nossos pensamentos, para não me sentir culpada em pecar e me sentir a vontade para fazê-lo. Porque a atração pelo proibido vai além da psicologia infantil, está na alma carniceira que chamamos (talvez por ironia) de consciência. Mas apesar da atração, a pressão que nos esmaga presenteada pela sociedade nos impede de nos rendermos. E nos cega de tal forma que faz com que sintamos a condenação antes do crime ser cometido, e isso faz com que nossa mente se confunda com o permitido e o proibido, nos limitando a fazer apenas o listado por 'eles'. Então eu, mera criança inocente, procurei brinquedos para tentar recuperar a gota de inocência que enchia o meu copo de egoísmo, mas infelizmente, nenhum brinquedo me agradou. Terei então que brincar com as palavras. Tentarei voltar o planeta ao seu curso natural, a ainda mais, tentarei acelerar sua velocidade na missão de sol: evaporar ilusões e fazer chover a realidade. Apenas espero que a pressão diminua, que os limites se desintegrem, e que consigamos caminhar pelos campos verdes e floridos, sentir o lusco-fusco em nossa pele, sem ter medo de tropeçar em alguma armadilha pelo chão.


________________________________________________________________________________

Nenhum comentário:

Postar um comentário