segunda-feira, 12 de abril de 2010

Pedra colada.

Linhagens distintas,
perdidas do vácuo,
onde sombras pesam mais,
que seu próprio corpo.

Porque nossa geração
não pode ser pior que a anterior?

Errar é tão humano
quanto colocar o erro em outra pessoa.

Erros não limitam escalas,
décadas ou eras.
Eles não pedem licença aos sorrisos e acenos.
Tênues como uma grande falha de uma célula,
no meio da separação das cromátides irmãs.
Colossais como uma pequena bomba atômica,
jogada em um deserto de pessoas com um segundo de idade.

Talvez não devêssemos existir.
Provavelmente somos um erro,
que o destino cometeu ao acaso
e sem consciência.
Tal esse que não se pode voltar atrás,
ou se aprender com ele.






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