Desejei ficar só.
Mas não era um só comum.
Era um só que me trancar no quarto não bastava.
Eu queria um só que a existência das pessoas me irritava,
na verdade,
me enlouquecia.
Mas eu não queria que todos sumissem, nada disso.
O que me incomodava não era a existência deles no meu mundo,
e sim o contrário.
Me incomodava o fato de eu estar aqui,
de minha presença fazer alguma diferença.
De pessoas me amarem,
de pessoas me odiarem,
que saber que se eu sumisse alguém choraria.
O meu só,
era de querer virar pó,
não apenas fisicamente,
mas também dentro de cada mente,
retirar cada memória infeliz,
do garoto que puxava o meu cabelo na escolinha,
até minha família, amigos,
todos e cada.
Egoísta? Menosprezando-me?
Os dois.
Quando voltar a me sentir digna de algum diálogo construtivo,
eu te dou um oi.
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