sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sopros.

Flores mornas incendeiam meus olhos

como o ar que o vento trás para minha face

e brinca com os meus fios de cabelo.

Paredes macias não protegem a mim,

e sim aos que estão em minha volta.

E em um leve assovio,

este serelepe vento leva meus pensamentos,

para junto das pétalas que arranca das rosas.

E feliz fico eu,

sabendo que eles serão mais felizes

onde quer que estejam.

Natureza gera beleza,

beleza tanto bonita quanto bela.

Por mais que eu estenda meu dedo

nenhuma borboleta pousará,

mesmo se eu falasse a língua das borboletas,

mesmo se eu fosse uma borboleta,

não pousaria em meu dedo.

Finalmente chegou as pessoas brilhantes

de quem tanto falou..

Ou,

somos nós que nos ofuscamos?


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2 comentários:

  1. rá isso me lembra uma tarde, num belo dia de sol ^^..
    gostaria que as borboletas nao gostassem de mim, e me evitassem... do mesmo modo que as evito. =/

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  2. Não gostando de borboletas é o jeito mais simples de fazê-las pousar em você. =]

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