sexta-feira, 2 de abril de 2010

Saudades do meu casulo.

Perco meu tempo achando,
que quanto mais eu demorar para ir dormir,
mais lentamente o doloroso amanhã irá chegar,
porque penso que agora, não é certeza que ele irá chegar,
mas a partir do momento que me render ao sono,
será.
Não consigo me concentrar na leitura de livro algum,
pois abro o livro,
e espalho os cantos das páginas de forma que vejo as numerações,
da esquerda e da direita.
Vejo os números ímpares diminuindo,
os pares aumentando,
e o trocadilho da minha mente faz com que as letras percam todo o sentido.
Números são amigos medonhos.
As vezes eu me mordo, me bato, dou socos na parede,
na estúpida tentativa de transferir a atenção da minha mente
que está concentrada em uma dor tão mais intensa
tão mais incontrolável,
dentro do buraco cavado no fundo do poço,
no qual foi jogado a moeda com tanta ignorância,
mas no final, acabo com duas dores.
Agora lhe pergunto,
se tudo disso aqui não for real,
se nada que você vê e sente existir de verdade,
e que talvez houvessem criado tudo isso para nos poupar
de uma realidade plangente e triste,
e nos iludir que tomamos nossas próprias decisões
e que fomos abençoados com nossas próprias vidas,
se você tivesse o poder de escolher
em viver isso aqui, ou saber a real realidade,
você sairia do cenário, Truman?
Eu não sairia,
pode me chamar de covarde.
Já sofro demais nessa dimensão,
para arriscar em um jogo de azar.


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Um comentário:

  1. ual *--* acho q depois desse post nao preciso dizer nada... apenas me considere uma covarde tbm, eu nao arriscaria sair do cenario.

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